segunda-feira, 12 de março de 2012

Auto-tortura.

Tudo tão escuro neste momento em que me vejo sozinha, mais precisamente sem ele. Posso estar cercada de gente, mas me sinto isolada e atônita sem ele ao meu lado. E o pior de tudo é que nem o tenho para poder cobrar-lhe se quer um sorriso. Ah, o seu sorriso... Ao mesmo tempo que não quero tê-lo, quero esquecê-lo, eu amo ficar a sua presença. Só de sentir o seu calor perto de mim, a sua alma tão pura e às vezes tão distante. Me perco em pensamentos, me mergulho em culpa e arrependimento de ter terminado com a melhor coisa que poderia ter acontecido na história da minha existência, até agora. Não sei o que o futuro preparou para mim, mas só de imaginá-lo sem ele no meu caminho, sem ele ao meu lado, sem ele me olhando acordar todos os dias, sem as nossas brigas bobas, sem as nossas noites de sábado, sem nossas danças forçadas da minha parte, sem seu romantismo inusitado, sem seus beijos, sem seu cheiro, sem ele sorrindo para mim... É uma tortura.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Windmill, Windmill for the land.

Nunca fui pessoa que desiste das coisas. Nunca dei o braço a torcer, apenas me agarrei no meu orgulho e pulei no mar repleto de ondas. Agora é diferente, vou desistir, nossa indiferença esclareceu tudo. Talvez só a sua parte  diga o que é importante, mas eu desisto. Já pensei, já pareie e acabou. Decidi que um dia essa farsa deveria acabar, como contar ao Dom Quixote que aquilo era um moinho afinal. Ilusões projetadas em minha cabeça e que não justificam meus atos, mas sim o que sinto agora. Ou o que sentirei mais tarde quando acordar e perceber que desisti de verdade, que foi tudo um plano mal feito e a única escapatória disso tudo é admitir que a culpa foi inteiramente minha, assim poderei fechar o livro e ir atrás de outro moinho sem cor.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Engano?

Tudo tem dois lados. Talvez eu quisesse que acabemos como Bentinho e Capitu. Talvez eu quisesse que você se confundisse em ciúmes e amor. Talvez eu queria que você se culpe num primeiro momento, que assuma sua parcela do drama. Mas tenho certeza que quando parar para refletir e se contradizer vai sentir que nunca esquecerá os olhos de cigana, que lhe arrastaram como ondas por tanto tempo. No meio desses seus devaneios eu encontrei algo que realmente não sei se vale à pena.  Não sei se estou pensando no que escrevo, mas não é sempre assim? Só depois de respirar percebemos que ainda estamos vivos. E se depois que eu te deixar eu continue olhando para traz? E se eu não querer seguir em frente? E se... E se... E se... Acho que suposições não te levam a lugar nenhum. As dúvidas sim, essas te levam longe... Mas o longe é bom? Ou é só mais um coquetel de arrependimento com direito à uma dose extra de incerteza?  Abrindo os olhos eu talvez devesse ver algo... Fechando os olhos eu deveria ver algo também...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Denovo

Uma sensação estranha toma conta de mim, como se eu estivesse predestinada a pensar em ti cada vez em que fecho os olhos. Eu imagino, eu vivo fantasiando com eu e você, à sós. Queria conseguir olhar nos seus profundos olhos e revelar realmente como me sinto.